Polícia Federal intima Lula para depor dia 17 sobre Operação Zelotes

dezembro 11
19:37 2015

A Polícia Federal brasileira transmitiu mandado para o o ex-presidente Lula fosse intimado a prestar depoimento na Operação Zelotes, que está em andamento. O mandado é de número 6262 e do dia 3 de dezembro, embora a notícia tenha sido divulgada para a imprensa apenas hoje (11). Lula (PT) deve ser ouvido já na próxima quinta-feira (17), em Brasília, na sede da Polícia Federal.

Durante seu mandato, o ex-presidente assinou as medidas provisórias (MPs) 471/2009 e 512/2010, respectivamente em 2009 e 2010. As duas medidas estão sendo investigadas sob suspeita de terem sido compradas em esquema de corrupção envolvendo montadoras de veículos e lobistas. Eles se beneficiaram do adiamento dos incentivos ficais por causa dessas normas.

Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, ganhou R$ 2,5 milhões da Marcondes & Mautoni, que foi a consultoria contratada por essas montadoras de veículos para fazer o lobby pelas medidas provisórias. Mauro e Cristina Marcondes, sócios desta consultoria, já foram denunciados e estão presos.

Luis Claudio Lula da Silva já prestou depoimento para a PF. Agora, ele é alvo de mais um inquérito investigando qual é a sua relação com a empresa de lobby. Há pouco tempo, foi divulgado que a Polícia Federal descobriu que o trabalho do filho do ex-presidente Lula se resumia a cópia de textos da internet, principalmente do Wikipedia.

Quem também é alvo das investigações da Operação Zelotes sobre a possível compra de medidas provisórias é o ex-ministro Gilberto Carvalho. Ele teria participado do esquema na época em que era chefe de gabinete de Lula e está sendo investigado por causa da existência de emails que comprovariam sua relação próxima com Mauro Marcondes. O ex-ministro nega qualquer envolvimento em esquema de corrupção para compra de medidas provisórias.

Atualmente, o ex-presidente Lula virou notícia falando contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e comparando o Brasil a um trem descarrilhado, ao mesmo tempo em que pediu “trégua” aos movimentos sociais, que são extremamente críticas ao ajuste fiscal que vem sendo adotado pela presidente.

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