Os cuidados e as proibições aos prefeitos para sair candidato em 2016

dezembro 23
11:43 2015

A poucos dias do fim do ano, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alertou prefeitos sobre o que eles devem fazer a partir do dia 1º de janeiro para evitar irregularidades em ano eleitoral. De acordo com a legislação eleitoral e o calendário publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), algumas condutas são vedadas aos gestores municipais em ano de eleição, como executar programas sociais por entidades vinculadas ou que são mantidas por candidatos. Os prefeitos receberam recomendações também para verificar os caixas municipais e a situação das folhas de pagamentos, que, se forem descumpridas, podem representar a inelegibilidade para o próximo ano.

Também fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública que não estejam em programas autorizados em lei e em execução orçamentária no exercício anterior. A liberação de recursos pode acontecer apenas em casos de calamidade pública ou estado de emergência. Os prefeitos ficam impedidos também de gastar com publicidade de órgãos públicos acima dos valores gastos nos anos anteriores.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressalta que após um ano de grandes dificuldades para os gestores municipais por causa da queda de arrecadação, a tendência é que mais prefeitos tenham dificuldade para cumprir todas as normas previstas na legislação eleitoral. “A conjuntura tenebrosa deste ano fez com que a situação financeira dos municípios ficasse calamitosa. Os gastos com 13º salário e o pagamento dos pisos nacionais fez com que a situação se recrudescesse de forma assustadora. Por isso, o esforço para que as prefeituras não sofram com o descumprimento das regras eleitorais”, explica Ziulkoski. (Jornal Estado de Minas)

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