Ministro relator do TCU Augusto Nardes revela que governo Dilma “pedalou” 26 bilhões de reais

agosto 13
14:10 2015

Nesta quinta-feira (13), o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, contou em primeira mão para a rádio Jovem Pan que foram encontrados a soma de R$26 bilhões em decretos de créditos aprovados irregularmente pelo governo Dilma Rousseff nas contas públicas de 2014. O conjunto de medidas havia sido reprovado pelo Congresso.  “O valor é impactante: R$26 bilhões. De dois decretos que o Ministério Público levantou, descobrimos mais, deve totalizar em torno de dez”, disse. Nardes apresentou a informação como justificativa do novo prazo adicional de 15 dias dado para que a Advocacia Geral da União apresente nova defesa. “Na democracia você tem que dar todo o direito ao contraditório”, afirmou.

O ministro rechaçou os rumores de que a decisão foi uma manobra para favorecer o governo por aumentar o prazo de defesa. “Se eu não fizesse isso, e depois a imprensa tomasse conhecimento, poderiam dizer que ‘o relator não inclui R$26 bilhões’”, e completou, “tem que ter a responsabilidade de dar amplo direito de defesa ao governo, mas ser rigoroso depois na questão do cumprimento da lei”.

O prazo adicional se deve ao fato de que o Ministério Público apresentou os novos apontamentos depois do prazo necessário para avaliação e inclusão no das informações no relatório entregue à AGU, a partir do qual foi desenvolvida a defesa do governo. “Se um cidadão é preso ele tem direito a se defender e se existe uma ilegalidade no governo federal, municipal e estadual nós temos que dar direito de defesa”, apontou.

 

Pressão

 

Com a tensão no cenário político brasileiro, o governo pressiona de um lado pela aprovação das contas de 2014 e a oposição está à espera de um caminho para o impeachment de Dilma. Nesse contexto, Nardes ressaltou que existe essa movimentação, mas que é preciso estar ciente das prioridades. “As pressões são importantes para se dar o contraditório, mas o julgador tem que ter consciência de que tem que pensar em primeiro lugar na sociedade brasileira e defender os interesses da legalidade”, assegurou. (Portal JP)

 

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