LAVAJATO: Cresce pressão para saída de Vaccari da executiva do PT

 Extra!
Abril 06
13:41 2015

Após chuvas de denuncias com participação em envolvimentos de repasse de dinheiro sujo oriundo da Petrobras, ao tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto e divulgado pela Operação Lava Jato, a pressão pela saída dele da executiva do PT ganha mais um reforço. Agora é  Marco Aurélio Garcia, Assessor especial da Presidência da República desde o governo Lula e fundador do PT quem faz o apelo. Garcia  afirmou  à Folha que, no lugar de  Vaccari, já teria deixado o cargo. Chamado de professor pelos colegas de partido, ele lamenta que o PT não tenha construído uma narrativa em defesa de seu legado. Na sua opinião, a sigla vive um cerco e cometeu erros estratégicos após o escândalo da Petrobras, deflagrado pela Operação Lava Jato “Não consigo entender como deixamos que se jogue em cima de nós o episódio da Petrobras”, afirma em entrevista realizada na Sexta-Feira da Paixão o jornal Folha de São Paulo.

“Acho que ele deve se afastar porque é bom para ele e bom para o PT. É uma decisão pessoal. Se fosse eu, já teria pedido licença. Naquele episódio da TAM [em 2007, quando foi filmado fazendo um gesto com as mãos em que parecia comemorar uma reportagem sobre um acidente aéreo], que acho bastante menos grave do ponto de vista de apuração, a primeira coisa que fiz foi entregar o cargo [de assessor ao ex-presidente Lula]. A licença facilitaria a vida dele e do PT. Se dissesse que ele não cria problema, estaria mentindo. Mas se [Vaccari] fosse o grande problema que o PT está enfrentando, que maravilha”, disse.

“Uma coisa é dizer que pessoas no PT se envolveram em malfeitos. Outra é tentar qualificar o PT como uma organização criminosa. Não estou de acordo. Não me considero criminoso. Não tenho nada a ver com isso. Essa é uma das razões pelas quais temos que tomar medidas concretas, como a recusa do financiamento empresarial. Temos que chamar todos os partidos a fazer a mesma coisa. Aí vamos ver quem é quem. Não é possível que o PT, com 1,5 milhão de filiados, não seja capaz de se financiar. Pago R$ 1 mil por mês ao partido”.

 

 

 

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