Dilma precisa do apoio de 200 deputados da base, para poder respirar

agosto 10
15:43 2015

A presidente Dilma Rousseff fará uma reunião, ainda essa semana, com todos os líderes e presidentes de partidos da base aliada para discutir uma solução para atual crise política. A decisão foi tomada após a reunião entre a presidente, o vice-presidente Michel Temer e mais 13 ministros realizada na noite deste domingo (9), no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, a presidente Dilma demonstrou extrema irritação com as constantes derrotas na Câmara e com a infidelidade de integrantes da base. Além disso, segundo informa a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a presidente já se preocupa em construir uma “base mínima” de 200 deputados para evitar que se avance qualquer tipo de pedido de impeachment no Congresso.

Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva, a reunião também serviu para avaliar o cenário político do país e a condução da base diante do cenário de dificuldades na economia e problemas enfrentados na articulação da base no Congresso Nacional. Para ele, apesar dos problemas, o sentimento ainda é de “unidade política”. “Não vamos permitir que interpretações ou utilização política, por alguns setores minoritários, no nosso entender, da própria base e da oposição que elas possam provocar ruídos ou dificultar a construção da governabilidade”, complementou o ministro.

Na semana passada, durante a volta do recesso parlamentar, o Congresso retomou seus trabalhos com dificuldades entre o governo e parte da base aliada na votação de projetos que aumentam os gastos públicos, as chamadas “pautas-bomba”. O primeiro round da batalha foi a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 443/09 que vincula o salário da Advocacia-Geral da União (AGU), dos procuradores estaduais e municipais e dos delegados das Polícias Civil e Federal à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O governo queria adiar a votação, para costurar um acordo com os líderes partidários e tentar construir uma alternativa à PEC que, segundo ele, prejudicaria as contas públicas da União, dos estados e dos municípios, em cerca de R$ 9,9 bilhões ao ano. Mas foi derrotado com o apoio de parte da base aliada. Na ocasião, o PDT disse que estava deixando a base e o PTB se declarou independente.

Ainda de acordo como Edinho Silva, durante a reunião o vice-presidente Michel Temer, responsável pela articulação política do governo, foi enfático em defender o seu compromisso com a presidente Dilma e com a governabilidade. “Todos reconhecem o papel de destaque que o vice-presidente Temer tem. Hoje, ele cumpre um papel fundamental na construção da governabilidade” acrescentou o ministro da Comunicação.

Com informações da Agência Brasil

Sobre o Autor

admin

admin