Depois do reforço do policiamento em Osasco, a cidade não registrou mais nenhum homicídio

agosto 15
14:09 2015

Após a série de ataques que mataram 18 pessoas em Osasco e Barueri na noite de quinta-feira (13), as cidades da região metropolitana de São Paulo receberam reforço de 83 policias militares e 43 viaturas. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os agentes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Força Tática e Comando de Operações Especias (COE) patrulham as ruas dessas regiões neste sábado (15). Segundo a assessoria de imprensa da SSP, a Polícia Militar (PM) informou que não foram registrados mais assassinatos em Osasco e em Barueri após a onda de execuções. A sexta-feira (14) e este sábado permaneciam sem ocorrências de casos de homicídios. Segundo policiais ouvidos pela equipe de reportagem, a única ocorrência registrada foi a prisão de um suspeito de roubar um carro, que furou um bloqueio policial no cruzamento das ruas Reinaldo Ceschini e João Ventura, no Jardim Munhoz Junior.

Ainda nesta manhã, começariam a ser enterradas em cemitérios as vítimas das execuções, que ocorreu num período de três horas, entre 20h30 e 23h30, em nove locais. Quinze delas foram assassinadas a tiros em Osasco, sendo oito mortes num bar. Outras três pessoas foram mortas em Barueri.

Força-tarefa: PMs suspeitos
O governo de São Paulo determinou a criação emergencial de uma força-tarefa,  para investigar a autoria dos crimes. A equipe montada pela SSP possui 50 policiais civis, sendo 30 do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e 20 do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Serão 12 peritos e 8 médicos legistas. As delegacias de Osasco e Barueri também participam das investigações.

“Reforçamos com 43 viaturas da Rota, Força Tática e COE [Comando de Operações Especiais], com 83 policiais militares”, disse o secretário da SSP, Alexandre de Moraes, em entrevista coletiva à imprensa na sexta.

Uma das linhas de apuração aponta para crimes de vingança que teriam sido cometidos por policiais militares. Os ataques seriam uma retaliação ao assassinato de um policial militar na semana passada em Osasco. O cabo Avenilson Pereira de Oliveira, de 42 anos, foi vítima de um assalto num posto de combustível, no último dia 7. Dois suspeitos do crime teriam sido indentificados pelo DHPP, que teria pedido a prisão deles à Justiça. Questionada, a SSP não havia confirmado a informação até a publicação desta matéria. (Com conteúdo G1)

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