DATENA: “Eu não meto a mão em cumbuca e nunca fui ladrão”

novembro 11
13:32 2015

São Paulo, 11 – Em entrevista de 2 minutos e 37 segundos exibida na noite desta terça-feira, 10, pelo Jornal da Band , o apresentador da emissora José Luiz Datena disse que atualmente não é candidato a prefeito de São Paulo, mas se concede o “benefício da dúvida”, pois antes quer “saber se teria alguma possibilidade de ser realmente independente”. Ele ainda fez críticas ao “jogo sujo” da política e aos envolvidos em corrupção.

“Posso não ser o melhor cara para ser prefeito de São Paulo, Rio de Janeiro ou Salvador, mas eu falo o que penso e acredito no que penso. E outra coisa, eu não meto a mão na cumbuca, não meto a mão no pote eu nunca fui ladrão, nunca tomei dinheiro de ninguém”, afirmou Datena, que recentemente deixou o PT, após 23 anos, para se filiar ao PP.

Na entrevista – cuja duração supera os 1 minuto e 35 segundos que o novo partido do apresentador agregou à propaganda do atual prefeito, Fernando Haddad (PT) -, o apresentador se comprometeu a abrir sua conta bancária “para quem quiser ver” e disse que seus rendimentos são exclusivamente vindos da emissora para a qual trabalha.

Na entrevista desta terça, Datena disse que não esperava o resultado da pesquisa, atribui a isso o fato de a população confiar nele e analisa até que ponto um gestor público pode manter sua “independência” das disputas políticas.

“Até que ponto você pode, ser independente, não participar de manobra política, de jogo sujo, ou de jogadinha, porque o cenário da política atual é deprimente. E até que ponto, se eleito, você pode fugir disso tudo e conseguir tocar a terceira maior cidade do planeta”, afirmou.

“Se eu sentir que eu não tenho a mínima capacidade de ter poder para ajudar cidadão diretamente, evidente que eu não entraria nesse jogo de jeito nenhum”, seguiu o apresentador. O partido ao qual Datena se filiou, o PP, é o que tem mais políticos investigados na Operação Lava Jato, por suspeitas de recebimento de propinas no esquema de corrupção na Petrobras. Em São Paulo, a legenda foi historicamente comandada pelo ex-prefeito e deputado Paulo Maluf, que defende a manutenção da aliança com Haddad em 2016.  (Estado)

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