Superliga começa com atletas x ranking da CBV

 Extra!
novembro 06
21:16 2015

Para a Confederação Brasileira de Vôlei, o ranking dos atletas é um mecanismo que equilibra as equipes; mas para os atletas, essa classificação pode ser um tormento profissional. A temporada 2015 da Superliga começa neste fim de semana e com jogadores importantes batendo contra o ranqueamento da CBV. Uma das histórias mais recentes e destacadas é a da ponteira Jaqueline, hoje no Sesi. Desde que deixou o então Sollys Osasco em 2013, ela viveu momentos de tensão por não ter clube para jogar – por conta da pontuação no ranking.

Chegou a pensar em aposentadoria, já que não queria deixar o vôlei brasileiro. Se fosse para jogar fora, a ponteira não teria nenhuma dificuldade. Mas Jaque queria ficar em São Paulo e perto da família. Quando ela até já falava em aposentadoria, então o Sesi mexe no quadro e abre espaço para a estrela da seleção.

De Jaqueline para o momento de agora, quem está sentindo essa pressão é a ponteira Fernanda Garay, que encerrou a temporada no vôlei russo (crise financeira no Dínamo Krasnodar) e está de volta ao Brasil. No entanto, a jogadora também é de pontuação alta no ranking da CBF e passa pelo grande problema: tem clube para ela aqui, ou Fê Garay terá que refazer as malas e voltar a jogar fora do País para não ficar parada?

Mas quem está em situação pior é Elisângela, oposta do Vôlei Nestlé, 37 anos e com apenas 1 pontinho no ranking. Acontece que esse ponto faz o time de Osasco extrapolar o limite de 43 pontos (soma de todo elenco), situação que força a jogadora a abrir mão da profissão. Sim, Elisângela é obrigada a parar de jogar por não caber no time osasquense, e também porque os demais times já estão com a pontuação no limite.

Dentro de quadra ela é chamada de Lili pelas companheiras. Bronze no Mundial de 1999 e bronze olímpico em Sydney 2000, entre tantas outras conquistas com a seleção brasileira, Lili não conseguiu sucesso no apelo que fez à CBV, de ter a pontuação zerada. Segundo a entidade, esse critério não deve ser rebatido porque os próprios clubes votaram no sistema.

No entanto, isso não é argumento para Dani Lins, uma das mais indignadas. A levantadora de Osasco articula um grupo como há no futebol, para dar aquela pressão na confederação. Essa bronca que parte dos atletas, lembrando, não é de agora. A briga contra o sistema de pontuação volta à tona em todo início de temporada da Superliga. Ao lado de Dani Lins, a central Thaísa igualmente solta os verbos contra o ranqueamento. Outra central e capitã da seleção, Fabiana (Sesi) engrossa o caldo contra a CBV.

O time de Dani Lins estreia dia 10 na Superliga Feminina, jogo no Liberatão de Presidente Altino às 19h30. E a torcida pode até contar com o retorno da central e capitã Thaísa, há quase cinco meses sem atuar. Ela passou por cirurgia nos dois joelhos e a fase de recuperação está no fim. Diante dos bons rendimentos da central, ela pode mesmo ira para o jogo na estreia de Osasco na Superliga. Mas o técnico Luizomar de Moura sabe que a jogadora precisa recuperar o tempo de bola e, por conta disso, a estreia de Thaísa deve ser na valsa – suave e sem pressão.

“Estou bastante ansiosa e me dedicando para alcançar meu cem por cento”, disse a capitã (foto acima). “Ainda estou  sem ritmo e me controlando porque não posso exceder. Tenho que ter paciência, pois não será em apenas um mês de treinos que vou recuperar tudo que sempre fui como jogadora”, comentou. (Márcio Silvio)

SUPERLIGA MASCULINA COMEÇA ANTES
– sábado, 7
13h Brasil Kirin (Campinas) x Telecom Maringá
14h45 Minas Tênis x São José
– domingo
18h Paquetá (RS) x Juiz de Fora (MG)
19h Montes Claros (MG) x Taubaté

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