OSASCO VÔLEI 20 ANOS: do Finasa ao Sollys

 Extra!
Janeiro 22
15:44 2016

De 1996 a 2003 o vôlei de Osasco conquistou três títulos paulistas e um da Superliga. Na sétima temporada, no entanto, o Bradesco faz uma reforma no projeto do vôlei feminino – aposenta a camisa do BCN e lança a do Finasa. O time já contava com estrelas da seleção brasileira e rumava para ser uma das potências do Brasil. O técnido do Finasa era José Roberto Guimarães, que em 2003 também iniciaria caminhada como técnico da seleção feminina. Com um elenco forte na temporada o Finasa chegou a 20 jogos invicto, mas em 2004, tanto o treinador como seis atletas desfalcam o time e formam a seleção brasileira para a Olimpíada de Atenas.

Osasco tinha Paula Pequeno, Fernanda Venturine, Valeskinha, Mari, Erika, Bia, Carol Albuquerque e Arlene Xavier; depois aconteceria a estreia de Adenizia e o clube contrataria a central Thaísa e a líbero Camila Brait. Com a vinda dessas feras, a ponteira Mari se mudava para o São Caetano. Nesse ínterim, no final de 2005 o técnico Zé Roberto pede para sair e o Finasa contrata Luizomar de Moura, que anos antes trabalhara ali como assistente de Sergio Negrão – ainda no BCN.

Saltando para 2009, que foi um ano no qual o Finasa venceu o Paulista, a Copa do Brasill e o Salonpas Cup, e que só não levou a Superliga – em outra final contra o Rexona, caiu no Maracanãzinho, 3 a 2 para o time do Rio. Conquistas à parte, foi o ano do desespero: comissão técnica, jogadoras e torcedores ainda lamentavam aquela derrota quando surge golpe ainda mais cruel: a diretoria do Bradesco manda recado e avisa o fim do projeto.

Com tantos tíulos na conta, de uma noite para o dia Osasco estava sem o vôlei feminino. Era o fim sumário e implacável, pois o Bradesco fechava as portas para a modalidade. O prefeito era Emidio de Souza, que naquele trágico abril precisou de muito jogo de cintura para tentar contornar a crise. A primeira coisa que ele disse: “Osasco não vai abandonar o time. Nós vamos dar um jeito”. Como? O orçamento do vôlei não era pouco e a prefeitura não teria condições de adotar jogadoras e comissão técnica. Repetindo, todo mundo estava desempregado.

Emidio pedia calma e conseguiu conversar com o técnico Luizomar de Moura, que contava com Carol Albuquerque como xerifona representando as jogadoras. O que aconteceira então? Reuniões para lá e para acolá, torcedores marcando passos em frente do Liberatão de Presidente à espera de boas notícias, mas nada. Mas a história tem um final feliz, pois o prefeito conseguiu segurar a barra. Na época era dito que um grupo de empresários teria se comprometido a manter o elenco. Quais empresários? Ninguém revelava e nunca alguém confirmou, mas seis anos depois o executivo Mario Teixeira, atualmetne aposentado e que na época era o segundo maior nome do Bradesco, revelaria que ele se comprometara com a permanência do vôlei.

O secretário de Esportes de Osasco era Cláudio Chapecó. E como Osasco não tinha mais o Finasa, prontamente ele decidiu dar legalidade ao time ainda sem marca. O Campeonato Paulista estava para começar e a prefeitura queria a equipe em ação. Então Chapecó criou o Osasco Voleibol Clube, que é a entidade de registro da modalidade na Federação Paulista e na Confederação Brasileria, sendo Chapecó o presidente.

Com Mario Teixeira dando suporte, poucos dias após o anúncio da saída do Bradesco o prefeito Emidio reúne a cidade para dar a notícia – o vôlei continua. Sem patrocínio de empresa, entraria em quadra como Osasco Vôlei, e assim foi. O patrocinador oculto da modalidade garantiu tudo em parceria com a prefeitura por cinco meses, pois em setembro chegaria a Nestlé para cobrir a vaga do Finasa. Naquele mês de 2009 estava sendo apresentado o Sollys.

Nova fase do vôlei de Osasco e já faturando o Sul-americano de Clubes. Luizomar reforçara o ataque com Natália, o time não foi campeão paulista mas chegou em outra final de Superliga e contra o rival de sempre. Natália jogou muito e Osasco voltava a ser campeão brasileiro. Outa fera que chegava para engrossar o caldo osasquense – a ponteira Jaqueline. No mais, foi com o Sollys que Osasco chegaria ao topo em 2012 – campeão mundial.

Outra grande contratação foi a levantadora Fabíola, mais uma selecionável e que chegou para ajustar o passe osasquense, além da americana Destinee Hooker. Mais uma que havia detonado na Olimpíada de Londres 2012 e reforçando o time de Luizomar – a ponteira Fernanda Garay. Campeã olímpica, ela se apresentou para mais um campanha de vitórias até o título mundial de Osasco.

Aquela final inédita foi contra o Rabita Baku, do Azerbaijão, 3 a 0 em outubro de 2012, decisão disputada em Doha, Qatar. O técnico Luizomar de Moura foi campeão com Fabíola, Sheilla, Jaqueline, Fê Garay, Thaísa, Adenízia e Camila Brait, mais Gabi. Com 15 acertos, Sheilla foi a maior pontuadora e também a melhor do mundial; Thaísa foi a melhor atacante, Jaqueline teve o melhor passe e Camila Brait foi a melhor líbero.

Enquanto isso o vôlei do Rio voltara a ser Unilever, e foi contra o time carioca que o fortíssimo Osasco chegou a mais uma disputa de Superliga – ginásio do Ibirapuera superlotado. Mas não deu. Após empate por 2 a 2 a decisão no tie-break foi levada pelas cariocas por 15 a 9. Apesar da derrota, Fê Garay foi eleita a melhor atacante, Fabíola a melhor levantadora, Camila Brait a melhor defesa e a ponteira Jaqueline teve a melhor recepção. Seria a última temporada do Sollys. (Márcio Silvio)

 

BCN (1996 a 2003)
1996 – campeão paulista
1996/97 – 3º lugar na Superliga
1997 – 3º lugar no Paulista
1997/98 – 7º na Superliga
1998 – vice-campeão paulista
1998/99 – 5º lugar na Superliga
1999 – vice-campeão paulista
1999/2000 – 3º na Superliga
2000 – 3º lugar no Paulista
2000/01 – 5º lugar na Superliga
2001 – campeão paulista
2001/02 – vice-campeão da Superliga
2002 – campeão paulista
2002/03 – campeão da Superliga

FINASA (2003 a 2009)
2003 – campeão paulista
2003-04 – campeão da Superliga
2004 – campeão paulista
2004/05 – campeão da Superliga
2005 – campeão paulista
2005/06 – vice-campeão da Superliga
2006 – campeão paulista
2006/07 – vice-campeão da Superliga
2007 – campeão paulista
2007/08 – vice-campeão da Superliga
2008 – campeão paulista
2008/09 – vice-campeão da Superliga

SOLLYS (2009 a 2012)
2009 – campeão sul-americano
2009 – vice-campeão paulista
2009/10 – campeão da Superliga
2010 – vice-campeão mundial
2010 – campeão sul-americano
2010 – 3º lugar no Paulista
2010/11 – vice-campeão da Superliga
2011 – vice-campeão paulista
2011 – 3º lugar no Mundial de Clubes
2011 – campeão sul-americano
2011/12 – campeão da Superliga
2012- campeão sul-americano

22. Finasa - Copia

21. Sollys 1

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