Ninguém segura Cipó, o melhor do Brasil

 Extra!
dezembro 24
17:48 2015

O cara é tão bom, mas tão bom que nem precisou cumprir a penúltima etapa de corrida da Confederação Brasileira de Atletismo. Wellington Bezerra, o Cipó, aquele que a prefeitura de Barueri mandou embora e que domingo passado voltou à ex-casa para vencer a São Silveira, aquele mesmo. Repetindo, ele não precisou disputar a penúltima etapa da temporada da Confederação Brasileira para se consagrar campeão.

Cipó é o melhor correrdor do Brasil, e conquista o título com duas provas de antecedência. Quem ameaçava mais esse troféu do agora cruzeirense Cipó era o baiano Sivaldo Viana. Mas como o principal adversário terminou a proava de Salvador em 8º lugar, título garantido para o consagrado Wellington Cipó.

Ele fecha a temporada com 374 pontos, contra 340 do baiano segundo colocado. Cipó não foi correr na Bahia, mas vai cumprir a última etapa do ano e na histórica São Silvestre – para carimbar a faixa. Largando no pelotão de elite, Cipó quer ser o brasileiro melhor colocado e somar mais 30 pontos no ranking.

O que todo mundo admira em Cipó é que ele não ficou chorando as pitangas quando Barueri lhe virou as costas. E foi sem vaselina, sem aviso nenhum. Num belo dia ele acordou e recebeu a notícia drástica – estava desempregado.

Deixar de correr, no entanto, ele jamais deixaria. Se Barueri pensou que Cipó fosse se quebrar, o moço deu um jeito, sacudiu a poeira e conseguiu manter regularidade nas competições – mesmo sem patrocínio. Correndo como independente, foi marcando pontos fundamentais para chegar ao topo. Caso houvesse ficado naquele de esperar por patrocínio e vendo a temporada passar, ele não seria o Cipó aclamado de agora.

No último final de semana ele foi ao pódio da São Silveira em Barueri, dando aquele tapa de classe na prefeitura que agora chupa geral ao ver Cipó tão gigante e indo para a São Silvestre com moral de sobra.

E olha que ele não disputou todas as etapas da Confederação Brasileira. Foram 25 provas e Cipó lartou em 15 delas, indo para a décima sexta que é a do dia 31 na avenida Paulista. No entanto, dessas 15 etapas disputadas ele foi ao pódio em 12 delas. Em termos de aproveitamento, portanto, indiscutível.

“Esse título tem um significado muito especial na minha carreirta. É como se tivesse conquistado um campeonato brasileiro de futebol”, diz o humilde Cipó, que quando chegou em Barueri para disputar a São Silveira de 2008 não saiu mais de lá, ficando por 6 anos vestindo a camisa do Grêmio Recreativo Barueri.

Foram seis temporadas de muito sucesso, de reconhecimento nacional, mas que infelizmente (para ele) terminou de forma nada profissional e ética por parte da prefeitura de Barueri.

Mas isso é poeira na estrada vitoriosa de Cipó porque Barueri não faz nenhuma falta. Agora ele está no Cruzeiro e com um estrutura espetacular. De quebra, fecha o ano com a conta bancária um pouco mais enfeitada, já que o título brasileiro lhe garante prêmio de  R$10 mil reais.  (Márcio Silvio)

Sobre o Autor

admin

admin