Jogos Abertos punem futsal de Osasco

 Extra!
dezembro 07
20:26 2015

O técnico Walmir Aparecido ganha 9 meses de suspensão; os jogadores Caique Aledes, José Gomes  e Luís Ricardo ficam com 6 meses de gancho cada; e o assistente técnico Vitor Lopes leva a maior punição, 18 meses. O futsal masculino de Osasco volta dos Jogos Abertos de Barretos com a medalha de prata, mas com a imagem prejudicada. A sentença foi decretada ontem pela Comissão Disciplinar Especial de Justiça Desportiva e considerando relatório do auditor Cássio Sendão. Todas as punições abrangem os eventos carimbados pela Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo.

Os jogadores batem na trave e estarão liberados para os Jogos Regionais do ano que vem, mas o técnico e o assistente ainda estarão cumprindo punição. A contar desta segunda-feira, a Secretaria de Esportes de Osasco tem 10 dias para recorrer da decisão da Comissão Disciplinar Especial de Justiça Desportiva.

O futsal masculino caiu na malha disciplinar justamente na disputa do título dos Jogos Abertos. Quando o duelo contra Piracicaba foi cancelado aos 9min30 da etapa inicial, Osasco vencia por 1 a 0. Estava caminhando para a medalha de ouro, mas então partiu para o barraquismo e o jogo virou.

Por conta da confusão o futsal masculino de Osasco teve os pontos tirados e os viu sendo revertidos para Piracicaba. Assim, punido implacavelmente por conta de confusão, Osasco ficou com a medalha de prata e o ouro foi para Piracicaba.

O que aconteceu? Na súmula da arbitragem e que foi considerada ao pé da letra pela Justiça Desportiva, tudo começou quando tem falta para Piracicaba cobrar e a arbitragem marcou infração do goleiro de Osasco – havia ultrapassado a linha do gol. Como se trata de uma falta punível, eis o cartão amarelo para o osasquense.

Ficaria nisso, mas acontece que o goleiro irritou-se além da conta e deu um chutão na bola, mandando-a para o outro lado da quadra – isso está na súmula da arbitragem. Diante dessa atitude rebelde, o goleiro Pedro toma cartão vermelho. Foi o estopim. Segundo relatório, o assistente técnico Vitor Lopes invadiu a quadra e foi para cima da arbitragem, ele e alguns jogadores reservas. Então sobraram ofensas, ameaças e empurrões no árbitro Rômulo.

Enquanto isso, segundo o relator Cássio Sendão, o técnico Walmir Aparecido estava com o dedo na cara da árbitra Luciana Ferreira e gritando um monte. Está na súmula que o treinador berrava que ela era fraca, uma desequilibrada: “mulher não serve pra nada… por isso que mulher não pode, não serve pra apitar”. Resumindo, o tempo fechou na final de sábado e o futsal de Osasco foi o protagonista dessa baixaria. A Justiça Desportiva foi implacável no julgamento que aconteceu sem presença de nenhum dos denunciados – não compareceram.

Todos foram enquadrados nos artigos disciplinares da Confederação Brasileira de Futsal e recebem as penas previstas. No entanto, Osasco não está só nesse pódio negativo, pois o futsal masculino de São Bernardo igualmente dançou na Comissão Disciplinar Especial de Justiça Desportiva, punido dentro das mesmas disposições aplicadas a Osasco.

Na decisão da Divisão Especial contra São José dos Campos, também teve invasão, empurra-empurra e xiliques por parte de São Bernardo, que ficou com a medalha de prata, mais punições a dirigentes e atletas. (Márcio Silvio)

 

FOTOS, Ana Julia

Goleiro Pedro foi o pivô do bafafá na final contra Piracicaba.

Goleiro Pedro foi o pivô do bafafá na final contra Piracicaba.

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