Interesses fiscais casam Corinthians e Audax no futebol feminino

 Extra!
Janeiro 07
20:02 2016

Roberto de Andrade é o presidente do Corinthians e resumiu a disposição do clube na parceria com o Audax no futebol feminino: “Pela lei do Profut, tínhamos de ter um time feminino e resolvemos fazer isso com o Audax”. Na manhã desta quinta-feira ele apresentou o elenco que marca o retorno do Timão ao feminino após 7 anos.

Profut é o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, lei que marca a nova ordem no gerenciamento dos clubes e cujo maior benefício é o financiamento das dívidas fiscais.

Os clubes que aderem ao programa passam a adotar um novo programa de investimentos e de receitas. “Ganhamos carência em alguns valores e tivemos benefícios fiscais”, completou o presidente alvinegro.

A equipe feminina estreia no Campeonato Brasileiro dia 27, às 18h contra o Rio Preto, atual campeão. O Corinthians folga na primeira rodada e, assim, a estreia rola na etapa seguinte. O jogo já está fechado para o estádio do Rochdale. Além do campeão Rio Preto, América Mineiro e Vasco da Gama completam o grupo.

O Corinthians só retorna com o futebol feminino, como justificou o presidente, por causa do Profut. Adequando-se às exigências da lei, o clube do Parque São Jorge prolonga o prazo de financiamento das dívidas fiscais.

O valor total das dívidas dos clubes do futebol brasileiro parte de dívidas bancárias, fiscal e operacional. A dívida bancária é a mais perigosa porque acaba envolvendo o clube devedor num tipo de bola de neve.

Já a dívida fiscal, como o nome sugere, tem a ver com a receita, com os impostos. Por razões diversas os clubes deixam de pagar esses tributos e acabam se enrolando na malha do governo. E a dívida operacional engloba todas as despesas internas, de logísticas à folha salarial.

A vantagem do clube de entrar no Profut é o fôlego que ganha no parcelamento das dívidas. As fiscais, por exemplo, agora dão 20 anos de prazo. Nas contas do governo, as dívidas somadas dos 12 grandes clubes brasileiros passam dos R$5 bilhões.

Os números do ano passado apontavam o Botafogo do Rio liderando a lista dos grandes devedores, R$848 milhões. Dos grandes paulistas o Santos é o maior pendurado e em 7º lugar no ranking negativo com R$373 milhões; em 8º vem o São Paulo com R$341 milhões. e o Palmeiras em 9º, R$333 mulhões, seguido pelo Corinthians, 10º lugar com R$314 milhões – valores até meados de 2015.

Se o futebol feminino acaba beneficiando os cofres do Corinthinas, o mesmo vale para o parceiro do alvinegro, o Audax, clube do investidor Mário Teixeira – executivo do Bradesco recentemente aposentado. Além do Osasco Audax ele tem o Audax Rio, mais o Grêmio Esportivo Osasco e o Osasco Futebol Clube. (Márcio Silvio)

07. Corinthians feminino

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