Grêmio Barueri sai do poço e já negocia a volta de Pedrão

julho 07
21:01 2015

A última temporada foi um assombro para o Grêmio Barueri. O então rico e festivo clube da cidade vinha tropeçando nas chuteiras por anos, até chegar ao ponto da falência e levar desespero e vergonha à torcida ainda esperançosa. Desmandos da diretoria, falta de gerenciamento e planejamento, jogadores sem salários, humilhação com WOs seguidos, rebaixamentos… Acossado por cobranças e dívidas, o então presidente Alberto Ferrari fez proposta de venda para o rico Osasco Audax, do investidor Mario Teixeira.

Acontece que o Audax já havia atrelado custos no acerto com o Oeste de Itápolis, que transferiu-se para Osasco e usa a cidade na disputa da série B do Campeonato Brasileiro. Assim, sem saída para resolver o problema do clube, eis que o presidente depara-se com a chegada de um homem que poderia ser a corda salvadora para tirar o time do poço.

Alberto Ferrari não pensou para fechar negócio com o motivado Michael Robin, visto agora como herói no Grêmio Barueri. O que foi acertado entre eles não é do conhecimento ainda, mas o que está garantido é que depois da conversa, Alberto Ferrari entrou no possante carrão, acelerou fundo e deixou o CT da Vila Porto sem olhar para o retrovisor e sem deixar saudades.

Michael Robin, chegando para mudar a cara maltrapilha da Abelha.

O Robin de Barueri, para mudar a cara maltrapilha da Abelha.

Não é a primeira vez que Michael Robin posa de herói. No início dos anos 2000 o extinto Esporte Clube Osasco passava por situação parecida como a do Grêmio Barueri – desamparado, humilhado, atolado em dívidas e sem futuro. Robin chegou e começou a mudar as coisas. Mas foi até certo ponto, pois em Osasco o esporte estava mesmo pela hora da morte – tanto que o ECO não teve muito fôlego depois das tentativas de Robin, já que em 2007 entrou em coma permanente.

Investidor, esse moço também adora atuar como técnico. Já trabalhou em vários clubes e está acostumado a pôr a mão no bolso para resolver as grandes paradas financeiras, assim como está acostumado a levar a culpa pelos fracassos em campo. Quanto a isso, ele diz uma só coisa: que pode dar alguma ajuda sim, mas que não faz milagres.

É com essa mesma proposta que ele assume o Grêmio Barueri. Chegou para atuar na diretoria, mas já vai para a beira do campo como técnico da Abelha na Copa Paulista. O torneio começa neste mês e com jogo no dia 19 contra o Paulista de Jundiaí, na Arena Barueri.

Michael Robin monta uma comissão técnica completa e leva um parceiro dos tempos do ECO, Wagner Miranda, agora coordenador de futebol ao lado de Régis Gonçalves. Outra novidade é Fabinho Polim como preparador físico, ele que é sobrinho do mestre Polim, grande nome da capoeira brasileira e falecido pouco tempo atrás em Osasco.

Mais uma novidade de Robin, que mantém a marca ousada como dirigente – tirou o Grêmio Barueri da Vila Porto e o instala no CT de Cotia, local cinco estrelas para a moçada. E depois de uma semana de peneiras e seleção de atletas, nesta quinta-feira às 13h30, o Robin de Barueri reúne a imprensa para apresentar o elenco que vai disputar a Copa Paulista, e também apresentar a nova cara da Abelha.

Uma das novidades pode ser a confirmação do atacante Pedrão (foto acima). Assim que Alberto Ferrari deixou o clube, a diretoria remanescente entrou em contato com jogador, hoje foi dia de longa conversa e as negociações seguem. O Grêmio Barueri está dependendo de fechar com um patrocinador para cobrir os valores do jogador que é considerado símbolo do clube. (Márcio Silvio)