Difícil segurar a Thaísa nos treinos, diz fisioterapeuta

 Extra!
novembro 01
18:59 2015

Fernando Fernandes é o fisioterapeuta do Vôlei Nestlé e chefe do Departamento de Performance do clube osasquense, que nesta temporada registra um dos casos mais importantes da carreira – a reabilitação da central Thaísa, estrela do time e da seleção brasileira.

Em junho ela passou por cirurgia nos dois joelhos, tudo com muito sucesso, mas após deixar o hospital a responsabilidade ficou para Fernando Fernandes, cuidando da saúde física do vôlei de Osasco há nove anos. Desde então ele vem acompanhando a evolução clínica da paciente e da recuperação diária de Thaísa, dia após dia.

Quatro meses após a cirurgia, a jogadora já está treinando e a cada semana o fisioterapeuta vai aumentando a carga. Ela já salta, os incômodos vão se tornando cada vez mais insignificantes e, se isso é uma grande notícia para o vôlei e para o torcedor, para o fisioterapeuta transforma-se num problema interessante: segurar Thaísa nos treinos.

Fernando Fernandes disse que é difícil segurá-la. “Se deixar ela passa dos limites”. O fisioterapeuta explica que a vontade de voltar a jogar é tanto que Thaísa vai forçando o limite dado para cada treino. “A gente conversa muito, é preciso trabalhar bem essa ansiedade, e não posso me descuidar porque ela é dureza”, completou.

Ele seguiu dia a dia o drama da jogadora, causado pelo que os fisioterapeutas chamam de ‘joelho de saltador’. E a central do Brasil vinha sofrendo dores em dose dupla há duas temporadas. Foi um procedimento necessário para que Thaísa esteja em plena forma para os Jogos Olímpicos. “Ela se dedica ao extremo e está muito comprometida com a reabilitação”, observou Fernando Fernandes.

Thaísa, 28 anos, deixou o hospital em cadeira de rodas, mais um tempo ela começou a andar, mas com muletas; e não demorou para festejar poder subir e descer escadas, até que por fim começou a andar sozinha. Mais tarde, treinos na academia foram outros motivos para comemorar, e quando chegou ao ponto de treinar com bola, então a jogadora festejou como título.

Para essa evolução, o fisioterapeuta Fernando Fernandes destaca que o vôlei de Osasco tem mais que um departamento médico. Disse que o clube conta com um centro de excelência em termos de performance, de recuperação e de reabilitação, algo único no vôlei brasileiro.

Thaísa estava com os tendões da patela quase que rompidos quando foi para a cirurgia. Mais um pouco e a central seria desfalque sério na Olimpíada. Mas como o procedimento foi no tempo certo, eis a jogadora crescendo treino após treino. “Mas é difícil segurar a Thaísa”, repetiu Fernandes Fernandes. (Márcio Silvo)

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