Corinthians Audax no futebol feminino deve-se a canetada federal

 Extra!
Fevereiro 01
15:52 2016

Da parte do Audax não há informação, mas se o Corinthians sai no lucro com a parceria no futebol feminino, de graça é que não deve ficar para o time do investidor Mário Teixeira. Os clubes se uniram e estão no Campeonato Brasileiro, mas por causa de incentivos fiscais e não por planejamento propriamente. Como não há informações sobre o Audax, dá para falar do Corinthians. Em agosto do ano passado o Senado aprovava a MP do Futebol, abrindo negociações para os clubes refinanciarem as dívidas com a Receita Federal.

Mas não seria sem algum investimento por parte dos endividados, pois para contar com o benefício do refinanciamento os clubes teriam que promover alguma modalidade olímpica ou o futebol feminino.

Para a última opção o investimento deveria ser 20% da renda, e essa foi a alternativa que o Corinthians escolheu para se encaixar. A partir daí é que casou o interesse com o Audax, que tinha elenco mas com o futuro incerto.

Portanto, divulgar e promover a equipe feminina não é um ato de planejamento regular do Corinthians e tampouco do Audax, mas um recurso para ficar de bem com a Receita Federal. A modalidade não estava nos planos mesmo, tanto que a última temporada do futebol feminino no clube do Parque São Jorge foi há 7 anos.

O futebol agora está sob lupa do governo federal. Recentemente a presidente Dilma Roussef assinou decreto regulamentando a Autoridade Pública de Governança do Futebol, que surge como um tipo de piloto automático para a Lei do Futebol, o Profut.

A Caixa Econômica Federal renovou patrocínio de R$83 milhões com 10 times, e parte desse orçamento destina-se ao futebol feminino. Assim, além de contar com a dívida com a Receita fatiada, clubes como o Corinthians também embolsam uma boa graninha – e deve repassar alguma coisa para o Audax, já que essa união pelo futebol feminino não é por amor. O contrato do Corinthians com a Caixa termina dia 23 agora, mas as partes já adiantam negociações de renovação.

Por causa do futebol feminino o alvinegro pode quitar as dívidas em até 20 anos. Além dessa modalidade, todo clube dentro do Profut deve ter Certidão Negativa de Débitos e cuidar de todas questões trabalhistas de atletas e funcionários, mais direito de imagem.

Nas cifras do ano passado o Santos era o paulista mais endividado com R$373,2 milhões no vermelho, seguido por São Paulo com R$340, 9 milhões, Palmeiras com R$332,7 milhões e pelo Corinthians com R$313,5 milhões. Mas o campeão de forca é do Rio de Janeiro, o Botafogo com R$845,5 milhões no final de 2015. (Márcio Sivio)

01. Dilma

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