Unimed Paulistana quebra e planos serão repassados a outra operadora

setembro 02
20:27 2015

Como uma operadora de saúde com faturamento bilionário e milhares de clientes, fiscalizada por um órgão público, pode quebrar?

Essa é uma das perguntas feitas agora pelos parceiros, funcionários e clientes daUnimed Paulistana. A Agência Nacional de Saúde decretou hoje a alienação compulsória da carteira de 744.000 beneficiários da empresa – que passarão a ser atendidos por outra companhia. A Unimed Paulistana era a principal do Sistema Unimed, considerada a maior rede de assistência médica do Brasil, com 351 cooperativas, 110 mil médicos e 113 hospitais. Empregava, até dezembro, 3.351 pessoas e faturava 3,2 bilhões de reais por ano. A marca valia 2,9 bilhões de reais e ocupava o 23º lugar entre as mais poderosas do país.

No entanto, a situação da empresa do setor de saúde estava complicada há tempos. Desde 2009, quando a unidade chegou a dever 1,3 bilhão de reais em tributos, a ANS passou a controlar todos os passos da empresa e exigiu a troca do conselho de administração. A credibilidade da rede caiu, como era de se esperar, tanto entre consumidores como entre médicos, que passaram a não mais querer atender pela operadora. Em julho de 2012 veio outro baque: a ANS suspendeu a venda de 32 produtos da Unimed Paulistana, também graças ao cenário financeiro delicado da empresa. Daí por diante, com a contratação de consultorias externas e nova troca de comando, a companhia alongou a dívida e passou a focar em um melhor controle de custos e tíquete médio. De acordo com o último balanço da empresa, o valor das consultas aumentou 110% de 2011 a 2014, frente a uma inflação de 27%. (Exame)

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