TRAGÉDIA NO MUSEU: única perda real é a de uma vida

 Extra!
dezembro 23
14:33 2015

O dano cultural é enorme, mas lá se vai uma vida. O fato é que o Museu da Língua Portuguesa não tinha aval do Corpo de Bombeiros, ou seja, não havia sido realizada vistoria final para tal. Esse descuido fecha em chamas a imagem de São Paulo em 2015.

Uma morte no museu até cabe como título do filme, mas aqui em São Paulo é realidade pura, pois o brigadista Ronaldo Pereira da Cruz, 39, sucumbiu na tragédia e deixa a família enlutada e amargurada às ports do Natal e do ano novo.

O Corpo de Bombeiros não liberou aval por não aprovar a dispoção de segurança no projeto do museu. Para agravar, o local também não tem alvará de funcionamento da prefeitura paulistana.

Assim, só após essas perdas sem preço que a administração do museu vai cuidar das exigências anteriormente determinadas e rejeitadas, e entrar com novo pedido de vistoria.

Em termos de segurança, o museu tem laudo técnico assinado por engenheiros e outros atestados, entre eles um da Brigada de Incêndio. Quem administra o museu é a IDBrasil Cultura Educação e Esporte.

Ao custo de 37 milhões de reais, o museu foi inaugurado em 2006. A estrutura do prédio não foi prejudicada, mas para garantir mais segurança a estação de trem da CPTM segue fechada e por tempo indeterminado.

Quanto ao conteúdo do museu, por se tratar de ser virtual há cópias de segurança e tudo será reposto. A Secretaria Estadual da Cultura garante que o museu tinha sistema de segurança em ordem, que fazia verificações periodicamente e que há seguro contra incêndio no valor de R$46 milhões. (Márcio Silvio)

FOTOS, Gilberto Marques

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