Terror sangrando a Somália

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Terror sangrando a Somália
outubro 16
00:44 2017

Não é nenhuma cidade vitrine do mundo. Ao contrário, a Somália está naquele grupo de porão da cadeia social. Se esse atentado que sofreu fosse num dos grandes centros do mundo, naturalmente que a repercussão em todas redes sociais seria imediata e plantonista.

São 276 mortos e centenas de feridos conforme o ministro da Informação, Abdiranhman Osman. Os únicos países que já se apresentaram para ajuda real são Turquia e Quênia. A tragédia deu-se no centro da cidade com explosões de caminhões num antigo mercado e em frente de um hotel, ação creditada à organização terrorista Al-Shebab.

É pior atentado que o país sofre. São dezenas de edifícios destruídos e os hospitais que socorrem os feridos não têm medicamentos suficientes para a demanda – principalmente transfusão de sangue.

O grupo Al-Shebab é ligado ao Al-Qaeda e contou com um material pesadíssimo para destruir Mogadíscio, ato que supera o atentado no Quênia em 2015. Muitos feridos estão desfigurados por queimaduras. Mohamed Yusuf é o diretor do Hospital Medina e disse que a maioria das vítimas estão gravemente feridas.

Em termos políticos o governo da França já condenou o ataque, assim como Washington, Ancara e a União Africana. Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, também condenou o atentado. O presidente da Somália decretou luto de três dias.

Mohamed Abdullahi Mohamed juntou-se à fila de voluntários para doar sangue. “Façam o mesmo”, convocou o presidente, encorajando o povo somali.

 

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Marcio Silvio

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