Teatro de graça no calçadão de Osasco

agosto 14
14:38 2015

Olha que tem um cidadão querendo se matar. Ele vai se jogar do viaduto? Pior é que tem gente torcendo pela tragédia, principalmente o velho demo. Sim, Lúcifer em pessoa está no ato tentando convencer o desiludido ao salto da morte. O homem perdera filho e esposa, e por esse motivo está ali à beira do fim. No entanto, há uma virada contra as intenções maléficas quando a filha dele aparece.

E tudo isso acontece durante uma festa de São Benedito, e a presença familiar incomoda o demo que fica pê da vida ao ver tantas manifestações via cantos e danças valorizando o relacionamento e a construção da vida. Então, o pai irá se suicidar após esse confronto, ou se comoverá com os apelos da filha para um novo recomeço? E o seu demo nesse papo todo?

Um tema um tanto forte, mas apresentado de forma lúdica na 3ª edição da Mostra Cena Vermelha e que acontece nesta sexta-feira no calçadão da Antônio Agu, centro de Osasco, a partir das 18h: “O Dia de Benedito: se fugir o bicho pega, se ficar o mundo come”, dirigida por Marcos Pavanelli.

A peça tem 50 minutos de duração e aponta que não tem jeito mesmo, que cada um tem que dar conta da dor e cuidar disso. No entanto, se essa mensagem é passada com muito positivismo, não deixa de dar aquele tapinha ao alertar sobre o perigo do conformismo social. Muitas coisas consideradas normais, de verdade não são – apenas são engolidas socialmente.

Portanto, teatro de graça no calçadão, texto pesquisado e coordenado por Calixto de Inhamuns, com Simone Brites na assistência de direção e dramaturgia, Charles Raszi na direção musical e com os assistentes Otávio Correia e Mizael Alves. Luiz Bastos cuida da percussão, Karla Magalhães é a coreógrafa e o figurino tem assinatura de Marcio Rodrigues e Cleydson Catarina, com assistência de Beatriz Barros e Selma Pavanelli.

O projeto gráfico é de Maurício Santana, e como já foi destacado, a direção é de Marcos Pavanelli com produção de Cristiane Accica e Simone Brites. No elenco estão Beatriz Barros, Diyo Coelho, Lucas Branco, Mizael Alves, Marcos Pavanelli, Selma Pavanelli e Simone Brites, mais os baixinhos Bruna Alves e Marcos Brites. O Cena Vermelha tem um trabalho forte no teatro de rua e se apresenta com suporte da Secretaria da Cultura. (Márcio Silvio)

14. Teatro 3

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