SÃO PAULO: Pesquisa coloca aliados de Lula nas três primeiras colocações e PSDB fica na quarta posição

Fevereiro 10
15:03 2016

Pesquisa encomendada pelo PSDB ao Instituto GPP para simular o resultado das eleições para a prefeitura de São Paulo apontou a liderança isolada de Celso Russomano (PRB), em todos os cenários testados. De acordo com a pesquisa, o candidato do PRB teria intenção de votos variando entro 34,6% a 35,9%. Em segundo lugar está a ex-petista Marta Suplicy, que deverá concorrer pelo PMDB, partido ao qual se filiou no último ano. O atual prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), está em terceiro lugar, com 9,5% de intenção de voto.

O PSDB, que há 25 anos governa o estado de São Paulo, aparece só na quarta colocação. Ainda não se sabe o nome que será indicado pelo partido, que deverá ser anunciado durante o dia 28 de fevereiro, após as prévias. Na disputa estão o deputado federal Ricardo Tripoli, o vereador Andrea Matarazzo e o empresário João Dória.

É inacreditável que na terra dos que mais fazem campanha contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, o clã da oposição ligado aos grandes órgãos de imprensa não consigam somar nem mesmo 8% das intenções de voto para prefeito. Celso Russomano, Fernando Haddad e Marta Suplicy, todos ligados ao ex-presidente Lula, somam mais de 50% de intenção de votos em um local dominado há mais de 25 anos pelo PSDB.

A candidatura do João Dória está sendo defendida pelo governador Geraldo Alckmin por ser a que mais vai movimentar dinheiro, pois os grandes cabos eleitorais podem gastar em sua campanha milhões e milhões de reais. Mas este gasto pode dar grandes problemas por causa da lei de financiamento de campanha, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em setembro do ano passado. Dilma vetou sete itens da Lei da Reforma Política aprovada pelo Congresso Nacional, incluindo o trecho que permitia a doação de empresas a campanhas eleitorais. Também em setembro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais normas que permitem a empresas doar para campanhas eleitorais. Ao justificar o veto, a presidente Dilma se baseou na decisão Supremo que considerou a doação de campanha por empresas inconstitucional.

Inclusive, a preferência de Alckmin a João Dória já tem gerado um clima tenso dentro do PSDB. Há insinuações de que os dois estariam usando fortes argumentos para tentar vencer a prévia do partido. (Jornal do Brasil)

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