Rodoanel Norte terá outro atraso na entrega; garante Alckmin

Rodoanel Norte terá outro atraso na entrega; garante Alckmin
Janeiro 10
21:08 2018

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu nesta quarta-feira, 10, que a construção do Rodoanel Norte sofreu novo atraso e adiou a entrega do primeiro trecho da obra, que estava previsto para março, para o mês de julho. Já a abertura do segundo trecho dos 47 km que formam a última alça do aneal viário metropolitano foi prorrogada de agosto para dezembro deste ano.

Com o novo prazo, Alckmin não conseguirá inaugurar a principal obra viária de seu governo no exercício do mandato, já que terá de deixar o comando do Estado em abril caso seja confirmado como o candidato do PSDB à Presidência da República. A construção do Trecho Norte, que teve início em 2013, no governo anterior do tucano, havia sido prometida para março de 2016. Além do atraso, a construção ficará cerca de 30% mais cara do que o orçamento inicial, chegando a R$ 9,7 bilhões.

Em 2016, o governo tucano adiou em dois anos a entrega, que acabou posteriormente sendo dividida em duas etapas: o trecho entre a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães (conexão com o Trecho Oeste) e a Rodovia Fernão Dias, em março deste ano, e trecho até a Rodovia Presidente Dutra (conexão com o Trecho Leste) e a ligação até o Aeroporto de Guarulhos, em agosto.

O novo atraso foi anunciado por Alckmin após o leilão no qual a EcoRodovias sagrou-se vencedora na disputa para assumir a gestão do Rodoanel Norte por 30 anos, com oferta de R$ 883 milhões. A concessionária terá de investir R$ 804 milhões no período de concessão e vai arrecadar dinheiro cobrando pedágio em cinco praças ao longo da rodovia. O valor previsto da tarifa é de R$ 3,30 para veículos com dois eixos, igual ao do trecho Sul do Rodoanel.

Alckmin atribuiu o novo atraso a problemas envolvendo três processos de desapropriação de terrenos nas cidades de Arujá e Guarulhos, na Grande São Paulo, e à falta de repasse de recursos para obra pelo governo federal. “Nós estamos tocando a obra praticamente sozinhos. Porque (o financiamento) é um terço federal, desde a época do governo Fernando Henrique (ex-presidente), e dois terços do Estado. Nós investimos R$ 1,5 bilhão do Estado no ano passado e o governo federal, que tinha R$ 620 milhões no orçamento, liberou R$ 154 milhões”, disse o governador.

(MSN/Estadão)

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Nilson Martins

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