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Padre morto há sete anos ainda tem coração intacto

junho 10
00:05 2015

A igreja São João Batista de José Bonifácio, no interior de São Paulo, recebeu no último domingo (7) fiéis para o início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do Monsenhor Ângelo Angioni. O religioso morreu há sete anos e, segundo a igreja católica, ao exumar o corpo nesta semana, enviados da Santa Sé perceberam que o coração estava intacto e que não se deteriorou com o tempo. Com a novidade, peritos católicos começaram uma investigação para a possível beatificação dele.

Ângelo Angioni, tido como Santo pelos fiéis, nasceu na Itália em 1915. Foi ordenado padre aos 23 anos. Chegou ao Brasil em 1951 e foi direto para José Bonifácio onde atuou por quase 60 anos. Morreu em 2008 e foi enterrado na Igreja Matriz. O túmulo do Monsenhor recebe centenas de fiéis todos os anos. Segundo informações do portal de notícias da Rede Globo, dois postuladores de Roma estão na cidade desde o dia 29 e o que mais chamou a atenção foi o coração intacto do religioso. O processo de decomposição do corpo humano começa de dentro para fora e em até dois meses, o coração se desfaz. Em dois anos, a maioria dos corpos enterrados está totalmente decomposta, restando apenas ossos, cabelos, dentes e unhas.

Para o postulador Paulo Vilotta, a preservação de qualquer parte do corpo pode ocorrer por vários motivos. “Isso é um fator natural, pode acontecer com qualquer um de nós. Mas é um estímulo para rezar, pedir graças e elevar o padre, uma figura venerada na região”, comentou o enviado de Roma. Para que Ângelo Angioni seja declarado beato é preciso que a igreja reconheça um milagre pela intercessão do Monsenhor e depois, para ser considerado Santo, mais um milagre precisa ser comprovado pelos peritos do Vaticano. Um processo longo que pode durar décadas, mas depende dos fiéis que vão pode ajudar contando histórias e apresentando cartas e documentos que falem sobre os possíveis milagres.

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