OSASCO: nova sede da prefeitura agora é um cenário de abandono

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OSASCO: nova sede da prefeitura agora é um cenário de abandono
Janeiro 19
18:49 2017

Até outubro passado a movimentação era intensa ali. O trabalho nas obras da nova sede da prefeitura de Osasco e também da Câmara Municipal era intenso e chamava atenção de todos na região central da cidade.

Antes mesmo da fortíssima campanha eleitoral daquele mês, o PSDB entrou com ação no Tribunal de Justiça de São Paulo pedindo paralisação imediata das obras ou multa diária de R$50 mil reais em caso de desobediência – isso foi em agosto.

O caso não chegou a incomodar a cúpula do governo naquele momento, pois o clima era de euforia por conta das pesquisas de opinião pública apontando favorecimento à reeleição do prefeito Jorge Lapas. No entanto, Lapas perdeu no 1º turno e também no 2º. Mas logo após a primeira derrota nas urnas deu-se um breque geral nas grandes obras em andamento.

A nova sede da prefeitura estava sendo levantada bem na área central, colada à estação da CPTM. A ação movida pelo PSDB para abalar o governo da situação, justificava o ato apontando que a empresa responsável pela obra estaria abocanhando uma área pública considerável em troca, para empreendimento imobiliário.

O que foi divulgado pela prefeitura acerca da nova sede, é que a empresa (não há nome citado) parceira transformaria toda área onde está a prefeitura hoje, num grande espaço verde e sustentável, e com dois prédios comerciais – toda essa exploração, portanto, seria em troca da construção da nova sede.

E agora as obras seguem paralisadas, essa área no centro de Osasco fica num abandono só, mas também se apresenta como um grande desafio jurídico para o novo prefeito Rogério Lins. Por tudo que foi feito contra a construção, parece lógico que a prefeitura não a retome; e se não retomar, como fica?

Quem atiçou contra a nova sede foi o então vereador André Sacco (PSDB), quando o projeto foi para a Câmara Municipal em maio de 2014.  Recentemente, o político tem sido notícia por conta da Operação Caça-Fantasmas do Ministério Público, quando em 6 de dezembro foi preso com outros parlamentares e encarcerado na Penitenciária do Tremembé, todos com denúncias de corrupção num esquema que teria lesado R$21 milhões do erário.

📸 Tayonara Géa

Parcial da área no Jardim Bonfim, ainda na primeira fase das obras.

 

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Marcio Silvio

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