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MUNDO: o novo e velho nacionalismo alemão

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MUNDO: o novo e velho nacionalismo alemão
setembro 28
22:04 2017

Enquanto partido o movimento é novo na política alemã, mas agora é o dono do poder. A Alternativa para a Alemanha obteve 12,6% dos votos nas eleições de domingo e elegeu 94 deputados para formar a terceira maior força no Parlamento.

Apesar de novata enquanto legenda, a AfD contém preceitos histórico defendidos em décadas turbulentas na Europa. Esse nacionalismo, segundo alguns, tem doutrinas que lembram o racismo ideológico do nazismo. De fato, a AfD é um partido anti-imigração, tanto que uma das principais bandeiras é fechar as fronteiras da União Europeia. O novo nacionalismo alemão também fala em catalogar a identidade nativa e de criar procedimentos para evitar imigrações.

Uma das medidas imediatas será o incentivo financeiro para que estrangeiros deixem a Alemanha. O objetivo é reduzir o número de estrangeiros, sendo que os que ficarem após rigorosa avaliação terão como compromisso a completa imersão à sociedade – isso significa a exaltação do idioma, da cultura e da tradição alemãs. Outro ponto forte que caracteriza esse nacionalismo é a rejeição ao islamismo.

Essa linha dura tem acolhimento em várias fontes conservadoras e extremistas. Desde a II Guerra, portanto, a sociedade alemã volta a ouvir discursos de exaltação nacional e racial etc. Dos dezesseis estados, treze têm os legislativos sob a AfD.

O partido segue pela democracia da direita e prega a separação dos poderes do Estado. Esse modelo, no entanto, tem sido bombardeado pela oposição como pregação neonazista. Tem o foco na formação da família tradicional, é contra o aborto e não dá abertura para a diversidade como acontece no Brasil, por exemplo – uma das chamadas políticas públicas da AfD será de incentivar financeiramente as famílias tradicionais.

Apesar de novo (fundado em 2013), é um partido que vem se debatendo em crises internas e disputas de poder. Quanto ao relacionamento com a imprensa, a AfD sustenta uma distância segura e até rígida – propõe o fim das verbas às emissoras públicas de rádio e TV e o contato com a imprensa escrita é fechado.

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Marcio Silvio

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