Modelo de pesquisa de Piracicaba reduz em 82% as larvas de aedes aegypti

Modelo de pesquisa de Piracicaba reduz em 82% as larvas de aedes aegypti
Janeiro 19
15:21 2016

A Prefeitura de Piracicaba (a 160 km de São Paulo) anunciou nesta terça-feira (19) uma redução de 82% na quantidade de larvas do mosquito Aedes aegypti em área experimental no bairro Cecap/Eldorado, em comparação com setor vizinho reservado para controle.

O resultado foi alcançado com uma versão transgênica do mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A prefeitura agora planeja estender a experiência a áreas centrais da cidade de 390 mil habitantes 155 km a noroeste da capital paulista.

Segundo a Secretaria da Saúde de Piracicaba, na temporada de dengue 2014/15, o bairro Cecap/Eldorado tinha apresentado 133 casos de infecção, o maior índice da cidade. Na temporada seguinte, 2015/16, houve um único caso.

As fêmeas adultas do Aedes transmitem os vírus ao sugar o sangue de seres humanos. A empresa de origem britânica Oxitec criou uma linhagem de mosquitos machos (batizada OX513A) com um gene que faz todas as suas larvas –machos e fêmeas– morrerem antes de chegar à fase alada.

Soltos em quantidade suficiente numa região, transmosquitos competem com machos selvagens por fêmeas, que não aceitam nova inseminação após a cópula. O sistema, ainda sem licença do governo federal para emprego generalizado, não elimina por completo as fêmeas picadoras, mas reduz muito sua população.

“Fomos atrás da ferramenta que nos parecia mais adequada para ajudar nessa dura batalha contra o transmissor da dengue, do zika e da chikungunya”, afirma o prefeito Gabriel Ferrato. Ele decidiu ampliar por um ano o teste experimental e incluir nele uma população entre 35 mil e 60 mil habitantes de área no centro da cidade, ainda por definir.

A soltura dos mosquitos transgênicos no ambiente tem de ser contínua. A demanda resultante por insetos modificados passará a ser atendida por uma fábrica que a Oxitec construirá em Piracicaba. Sua sede original, com produção limitada, fica em Campinas.

“Nos próximos anos faremos um investimento da ordem de milhões de reais nesta nova unidade de Aedes aegypti do Bem”, diz Glen Slade, diretor da Oxitec do Brasil, referindo-se ao apelido propagandístico do inseto criado pela empresa. A unidade terá condições de atender mais de 300 mil pessoas. (Folha)

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