Justiça cobra e CPTM tem que prestar conta sobre superlotação

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Justiça cobra e CPTM tem que prestar conta sobre superlotação
setembro 30
10:21 2017

Há uma entidade no encalço da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e para pleitear indenização de mais de R$1 milhão para passageiros que são vítimas das turbulências nas estações. A Frente Nacional de Profissionais Liberais, Trabalhadores, Operários, Usuários e Associação em Defesa das Ferrovias entrou com denúncia e a Justiça de São Paulo está cobrando que a CPTM prove que segue todas as normas técnicas quanto aos passageiros.

A Frente Nacional chega forte contra a superlotação e a decisão da juíza Simone Gomes Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, determina que a companhia atenda a intimação com dados a partir de setembro de 2012. De pronto, a CPTM já avisa que vai recorrer da decisão.

O que a Justiça quer? Conferir embarque e desembarque em todas estações, avaliação dos trens, relatório diário de passageiros (por carro e por horário). Segurança e conforto também entram na lista assinada pela juíza.

José Manoel Ferreira Gonçalves é o presidente da Frente Nacional e garante que a entidade vai entrar com ação civil pública pedindo indenização para toda população vítima de desrespeito e superlotação. No entanto, não há explicação de como essa indenização será distribuída, caso vencida em juízo.

Segundo o presidente, o atendimento da CPTM é de quinta categoria e que as queixas dos passageiros comumente comparam que os trens transportam gado e não pessoas.

Não é de agora que a companhia vem apresentando problemas técnicos e afetando diretamente a vida de milhares de passageiros. Há um levantamento sobre ocorrências que apontam que a cada 23 horas há algum problemas seja na CPTM, seja no Metrô.

Os passageiros compartilham os momentos de superlotação nas redes sociais e isso é uma das grandes provas usadas contra a companhia. Para piorar o quadro, naquelas horas de pico intenso ainda tem os agentes das estações que vão empurrando os passageiros para o fechamento das portas.

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Marcio Silvio

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