Exército anuncia treino com tropas americanas na agora politicamente tumultuada Amazônia

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Exército anuncia treino com tropas americanas na agora politicamente tumultuada Amazônia
Maio 04
16:55 2017

A notícia do momento sobre a Amazônia tem a ver com a política, com o Tribunal Superior eleitoral votando pela cassação do governador José Melo/PROS e do vice Henrique Oliveira/SD). Os dois estão sendo penalizados por compra de votos nas eleições de 2014.

Naturalmente que cabe recurso, mas o fato é que o Tribunal Regional Eleitoral da Amazônia está recebendo comunicado do TSE para que os políticos desocupem o cargo imediatamente. Com isso, o estado deverá ter outras eleições que serão marcadas para um prazo de até 40 dias.

Diante dessa medida, quem assume o governo da Amazônia até lá é David Almeida/PSD, presidente da Assembleia Legislativa. Ao saber da decisão do TSE, o governador emitiu nota alegando total surpresa pela sentença, destacando que não cometeu nenhum ato reprovável.

Enquanto a Amazônia passa por esse burburinho, nada a ver com o expediente do forte Exército que responde pela segurança nas fronteiras com Peru e Colômbia. Acaba de ser divulgado que a arma convida tropas americanas para operações de treinos nas regiões de fronteiras.

Serão dez dias de simulações diversas, ação que também contará com forças dos dois países vizinhos. Portanto, uma operação tríplice marcada para novembro e que será inédita para o Exército brasileiro, que estará montando uma base internacional no Amazonas.

Essa atividade nacional tem o amparo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Lembrando que no ano passado e por conta dos Jogos Olímpicos, foi a Marinha que atou laços operacionais com a força aliada dos Estados Unidos. No mais, um ano antes a Força Aérea Brasileira também treinou com a parceira dos EUA na costa sul do País.

Essa tomada brasileira não deixa de ser uma leve provocação ao forte poder bélico esnobado pela Venezuela, pois o fortalecimento dos laços com os EUA significa mais espaço americano entre os países vizinhos, já que os EUA estão mesmo de olho na Venezuela.

Outra questão é que a China já é um gigante bélico e que vem explorando comercialmente a Amazônia não é de agora. Resumindo, há profunda questão da política internacional envolvida nessa operação internacional aqui, e não será surpresa se isso não causar levante de protestos por outros países próximos.

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Marcio Silvio

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