CHACINAS NA REGIÃO: seis PMs e um GM indiciados

 Extra!
dezembro 19
22:53 2015

Os nomes dos indiciados estão protegidos. São seis policiais militares e um guarda metropolitano envolvidos nas chacinas que apavoraram a região em agosto passado. No total foram 23 pessoas executadas em Osasco, Barueri, Itapevi e Carapicuíba, com outras sete feridas.

A ação foi nos dias 8 e 13 daquele mês e o objetivo era vingança pela morte de um PM no dia 7 e de um GM no dia 12. A Secretaria de Segurança Pública confirma que Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa está pedindo a prisão preventiva dos indiciados, cujos nomes, repetindo, estão sob proteção da Justiça.

Os seis PMs estão detidos no presídio Romão Gomes (foto acima), na zona Norte de São Paulo, no entanto, não há informação alguma sobre o paradeiro do guarda metropolitano – se está ou não detido.

Caso a Promotoria entre com a denúncia na Justiça, então os indiciados serão ‘promovidos’ à acusação de assassinato. No mais, caso a Justiça acolha a denúncia da Promotoria, todos os citados entram como réus.

E atenção porque a Secretaria de Segurança Pública tira dois assassinatos do bloco das chacinas – dos 23 até então contados, dois casos não teriam relação com os grupos de execução.

Entre os seis PMs indiciados e o GM, há um policial militar que já está preso sob acusação de ter ameaçado testemunhas do massacre. Confira o uma parte do laudo da Secretaria de Segurança Pública:

“A principal parte da investigação aconteceu em outubro, quando foram presos cinco PMs e um guarda civil. Essa operação contou com a participação de 457 policiais, sendo 201 civis do DHPP e do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e 256 militares da região e da Corregedoria da PM. O caso está em segredo de Justiça.”

Quanto a esse segredo de Justiça, o Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, Rildo Marques, vai na contramão e justifica que a sociedade não pode ser ignorada assim. “Do ponto de vista da administração pública o sigilo não é justificável”, disse ele. “A sociedade toda está querendo ter esclarecimentos e o inquérito tramita sob sigilo.”

Ele destaca que o inquérito inicial arrolava 18 investigados nas chacinas, e agora se surpreende ao ver que restam apenas sete. “Em todo momento houve blindagem das autoridades estaduais sobre o caso. Terminar com sete presos não é suficiente”, arrematou o presidente do Condepe. (Márcio Silvio)