Carteiros entram em greve em São Paulo

setembro 16
22:02 2015

Os trabalhadores dos Correios das cidades de São Paulo, Bauru, Campinas, São José dos Campos e da região do Vale do Paraíba entraram em greve às 22h desta terça-feira (16), após assembleia realizada pela categoria. De acordo com a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a paralisação será mantida por tempo indeterminado.

Entre as principais reivindicações da categoria, estão reposição da inflação mais reajuste de 10%, contratação de mais funcionários, manutenção do convênio médico, entre outras. “Recentemente foi aprovado aumento de 30% no salário de outra cúpula da empresa, mas a proposta para a área operacional é de reajuste zero”, disse Douglas Mello, diretor de imprensa do Sintect-SP. De acordo com Federação Interestadual dos Sindicatos (Findect), 89.439 trabalhadores aderiram a greve, o que corresponde a 75% dos funcionários da área operacional.

Os trabalhadores que optaram pela greve votaram contra a proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela prevê R$ 200 de aumento linear para todos os trabalhadores, em forma de gratificação, a ser paga da seguinte maneira: R$ 150 a partir de agosto de 2015 e mais R$ 50 a partir de janeiro de 2016, com incorporação de 25% dos R$ 200 em agosto de 2016; reajuste de 9,56% nos benefícios vale cesta, vale-alimentação/refeição, auxílio para dependentes especiais e auxílio creche/babá a partir de agosto de 2015; incorporação de R$ 150 da Gratificação de Incentivo à Produtividade, que segundo os Correios já está sendo paga desde o ano passado, sendo R$ 100 em janeiro de 2016 e R$ 50 em maio de 2016 e a manutenção do plano de saúde.

Correios
Em nota, os Correios informaram que nos locais onde a paralisação foi aprovada a empresa aplicará medidas do plano de continuidade para garantir as entregas. Segundo a empresa, do total de 36 sindicatos, 16 aprovaram a propostado TST na noite de terça-feira: Acre, Pernambuco, Roraima, Goiás, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Maria (RS), Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP). Sergipe rejeitou a proposta, mas não deflagrou paralisação.

Sobre a reposição da inflação e aumento salarial, os Correios afirmam que a proposta apresentada pelo TST previa um reajuste equivalente a cerca de 20% e que os carteiros recebem inúmeros benefícios.

Em relação à contratação de mais funcionários, a empresa explica que desde 2011 os Correios promoveram aumento em mais de 13 mil vagas e, atualmente, trabalham na realização de um novo concurso público. Segundo os Correios, a manutenção do convênio médico da forma que está hoje foi garantida na proposta apresentada pelo TST. (G1)

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