Brasil segue crescendo no ranking de suicídios no mundo

Brasil segue crescendo no ranking de suicídios no mundo
Abril 23
00:09 2017

A lista da Organização Mundial de Saúde coloca o Brasil no top 10 mundial de suicídios. É o 8º do ranking a partir de 2014 e o crescimento dos índices por aqui despertam atenção por se tratar de um país com perfil continental.

Há o Mapa da Violência criado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz e que aponta crescimento do suicídio em 60 por centro nas últimas três décadas. Tanto os dados da OMS como do sociólogo grifam aumento paulatino entre jovens a partir dos 15 anos e até adultos de 29 anos.

Considerando a relação para cada 100 mil habitantes, o Sistema de Informações de Mortalidade, órgão do Ministério da Saúde, confirma o crescimento. De acordo com o sociólogo, os homicídios ganham mais destaques e os dados dos suicídios ficam à deriva. “É como se os suicídios se tornassem invisíveis por serem um tabu sobre o qual mantemos silêncio”, observou.

Ele revela que ultimamente o crescimento dos índices deve-se, também, aos suicídios de jovens indígenas nas regiões Centro-Oeste do País, mais a região Norte.

E a Organização das Nações Unidas? No mapa-múndi dos suicídios o Brasil é o 8º colocado como já foi dito, considerando a taxa para 100 mil habitantes. Países menores, portanto, ficam à frente como é o caso da Coreia do Sul e da Lituânia, mais Bielorússia e Cazaquistão. A Rússia também fica à frente dos números do Brasil. No entanto, por ser um país com dimensões continentais, os índices brasileiros preocupam o cenário mundial.

Quanto aos motivos do suicídios, especialistas apontam depressão, drogas, álcool, violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying. A faixa de idade que figura nesses índices vai dos 15 aos 24 anos.

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Marcio Silvio

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